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EB 1 de Sub-Ribas–Meinedo (Lousada) promoveu palestra “A água e a saúde”

 

 

Cerca de uma centena de pessoas acederam ao convite da escola EB 1 de Sub-Ribas para assistirem à palestra “A água e a saúde”, realizada na escola no dia 2 de Junho, sendo de realçar as presenças do Presidente da Junta da Freguesia de Meinedo, Agostinho Magalhães, e do Vice-Presidente e Vereador do Ambiente da CM de Lousada, Pedro Machado.

 

No âmbito do projecto “A água”, coordenado pela professora Sandra Alves, vencedor do concurso “Projecto Mil Escolas”, lançado pela Águas do Douro e Paiva (AdDP) em Setembro de 2007, a escola EB 1 de Sub-Ribas organizou esta palestra como veículo de sensibilização à comunidade local, pretendendo-se atingir um dos principais objectivos deste Programa Integrado de Educação Ambiental e dos princípios do Desenvolvimento Sustentável e das Agendas 21 Escolar e Local, que consiste em envolver alunos, pais, professores, funcionários da escola, assim como os cidadãos da freguesia de Meinedo e do concelho de Lousada.

Lurdes Bessa, Coordenadora da escola, salientou na abertura a importância de terem sido seleccionados no concurso da AdDP, tendo ainda agradecido a presença dos presentes e apresentado a mesa de oradores.

De seguida, João Luís Roseira, da AdDP, divulgou os valores globais investidos no Projecto “Mil Escolas” durante os anos lectivos 2007/08 e 2008/09, que se cifram nos 200 mil euros. De seguida abordou o tema do abastecimento de água, em alta, ideia associada ao facto da AdDP ser responsável pelo abastecimento, neste caso, à Câmara Municipal de Lousada que é responsável pelo abastecimento, em baixa, isto é, directamente aos consumidores. Os presentes foram ainda sensibilizados para a importância da água para todos os seres vivos, tendo traçado um panorama da sua distribuição, em Portugal e no mundo, hoje e em 2025.

Alertou ainda para a integração do “custo de escassez” na factura da água. João Luís Roseira efectuou ainda uma apresentação da Águas do Douro e Paiva, em parte em tempo real e através da página Internet da AdDP, www.addp.pt, com a informação dos consumos disponibilizados a todos os Municípios, actualizada a cada 30 minutos, dos caudais em cerca de 90 pontos de entrega, tendo evidenciado os consumos no concelho de Lousada. Com uma população de cerca de 48 mil habitantes e com um consumo diário, em 2007, de cerca de 2 365 m3 de água, correspondendo a consumo anual de cerca de 863 mil m3, Lousada já recebeu investimentos da AdDP, entre 1997 e 2004, de cerca de 5,5 milhões de euros.

João Luís Roseira informou que, por determinação da tutela, vai ser praticada pela AdDP uma nova tarifa fixada em 0,3241€/m3 a todos os clientes da empresa, com efeitos retroactivo a Janeiro de 2008, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 6%, relativamente à tarifa pratica no ao ano anterior. Apesar deste aumento, a empresa continua a praticar uma das tarifas mais baixas a nível nacional.

De seguida Pedro Machado, Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Lousada, informou que 81% da população tem acesso à rede pública de abastecimento de água. Em relação ao saneamento, até 2010, vão ser investidos 11 milhões de euros na construção da ETAR de Lodares, na construção de interceptores e na desactivação das quatro ETAR existentes. Pedro Machado continuou a sua intervenção com uma caracterização geral do rio Sousa, a principal linha de água que passa em Lousada, seguida do rio Mesio, o seu principal afluente. Enumerou várias potencialidades: naturais, turísticas, recreativas e pedagógicas que levaram a autarquia a ter como objectivo a criação de ecopistas (para peões e bicicletas) cujo projecto já se encontra formalizado em candidatura. Outra das preocupações deste executivo vai ser implementada em breve. A Câmara Municipal de Lousada assinou um acordo com uma empresa para distribuir um Ecohouse por cada habitação, recipiente destinado a receber óleos alimentares usados, que, depois de cheio, deverá ser levado para, por exemplo, às escolas. Na própria escola existirá um recipiente maior. Quando este se encontrar cheio, deverá chamar-se a empresa responsável pela sua recolha. Pedro Machado lançou ainda um desafio – “No final do ano a Câmara dará um prémio à escola com maior desempenho”. De seguida Pedro Teiga, da FEUP e coordenador técnico do Projecto Rios, enumerou os vários problemas com os quais os rios e as ribeiras se deparam actualmente. Perante estes problemas, as soluções passam pela despoluição e pela reabilitação. De acordo com este responsável “a reabilitação pretende, sempre que possível, retomar de uma forma sustentada e integrada a situação de qualidade ambiental, de acordo com os valores culturais presentes, seguindo os princípios da reabilitação e com recurso a medidas estruturais e não estruturais quando necessário”. Uma das medidas fundamentais a implementar, antes do arranque dos trabalhos de reabilitação, prende-se com o envolvimento da população. Um dos projectos assentes nesta metodologia é o “Projecto Rios”, que tem como objectivo a adopção de um troço de um rio ou ribeira, por um grupo, com o intuito de o monitorizar e aplicar medidas de intervenção, tendo em vista a sua recuperação e reabilitação, tendo citado alguns casos práticos de sucesso, em que a participação pública, através deste Projecto, foi fundamental para a reabilitação de ecossistemas ribeirinhos, em Portugal.

Agostinho Magalhães, Presidente da Junta de Freguesia de Meinedo, alertou os presentes para a importância de se ligarem à rede pública de abastecimento de água, pois esta ele garante que tem boa qualidade. “A água das fontes necessita de ser analisada diariamente, apesar de nos saber bem. A Junta de Freguesia não tem possibilidade de constatar e garantir que a água dos fontanários da freguesia é própria para consumo”, pelo que Agostinho Magalhães deixou um conselho: “Bebam água da companhia”. A palestra terminou com a actuação dos alunos da escola com o tema “Água leva o regadinho”.