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Mobiliário nacional com «grande capacidade» de adaptação aos desafios do mercado

Estudo da AEP traça o actual perfil do sector, sob a égide do EXPONOR INHOUSE
 
 
Em oito anos verificaram-se «aumentos expressivos» no volume de negócios e no valor acrescentado bruto. Análise do Gabinete de Estudos nota igualmente uma taxa de variação «elevada» no patamar da produtividade do sector
 
            A cinco dias do EXPONOR INHOUSE – 2.º Salão da Casa ao Jardim: Mobiliário, Iluminação, Decoração e Piscinas, na Feira Internacional do Porto de 8 a 16 de Março, um estudo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) mostra que, não obstante uma «ligeira quebra» no número de empresas que compõem o sector, a fabricação nacional de mobiliário e colchões evidencia «aumentos expressivos» no volume de negócios e no valor acrescentado bruto, bem como uma taxa de variação «elevada» no índice de produtividade.
A análise do Gabinete de Estudos (GE) da Associação Empresarial de Portugal (AEP) reflecte a evolução até 2004 (o último disponível com informação completa), e ela diz-nos que, nesse ano, o sector em Portugal compreendia 7.233 empresas, providenciava 54.982 postos de trabalho e um volume de negócios de 2.161 milhões de euros, conferindo-lhe uma importância «significativa» no cômputo da indústria transformadora. Ou seja, nove por cento do número de empresas, 6,3 por cento do pessoal ao serviço e três por cento do volume de negócios.
            Entre 1996 e 2004, «constata-se ter havido uma ligeira quebra no número de empresas (variação acumulada de 1,1%). Apesar da trajectória desta variável, verificaram-se aumentos expressivos no volume de negócios (variação acumulada de 61,3%) e no Valor Acrescentado Bruto (variação acumulada de 56%), registando-se igualmente um aumento no pessoal ao serviço (variação acumulada de 8,6%). Os custos médios com o pessoal e a produtividade também evidenciaram taxas de variação elevadas, sendo, no entanto, de realçar que, no primeiro caso, o crescimento foi mais significativo (variação acumulada de 51% contra 43,8%)», pode ler-se no trabalho do GE da AEP.
 
Bons indicadores no comércio externo
 
A análise corrobora o «Estudo Estratégico das Indústrias de Madeira e Mobiliário», da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), segundo o qual o sector «tem revelado grande capacidade de adaptação às solicitações do mercado». De acordo com a mesma fonte, o «elevado desenvolvimento tecnológico» e a «flexibilidade» na produção «permitiram nos últimos anos desenvolver uma notável capacidade de apresentar novos produtos e estilos, a par de uma grande diversidade».
AEP e AIMMP concluem em sintonia: «A indústria de mobiliário é, dos sectores tradicionais da indústria portuguesa, aquele que, nos últimos anos, mais cresceu nos mercados internacionais e que conheceu uma evolução mais significativa no desenvolvimento de produtos, estratégias de “marketing” e evolução na cadeia de valor».
            Os indicadores do comércio externo de outros móveis e suas partes parecem igualmente concordar com a conclusão. Ao longo dos últimos três anos, a taxa de crescimento das exportações situou-se «sempre a um nível superior à evidenciada pelas importações» (taxa de crescimento média anual de 8,3 por cento contra 5,4, respectivamente), para além de que, de Janeiro a Agosto de 2007, os dados disponíveis reflectem uma evolução «muito positiva ao nível da balança comercial», pois, pela primeira vez desde 1997, as exportações (numa variação homóloga de 9,3 por cento) ultrapassaram as importações (menos 0,5 por cento) em 17,7 milhões de euros.
Mas é «ainda cedo para se poder afirmar de uma possível inversão da tendência registada no comércio internacional» de outros móveis e suas partes, remata-se.
 
Público valida tendências do mercado
 
O EXPONOR INHOUSE 2008 volta a surgir no seguimento (uma semana depois) do momento que a Feira Internacional do Porto dedicou exclusivamente aos profissionais do mobiliário, iluminação e artigos de casa para exportação, com quem cria sinergias. Sequenciam-se, assim, dois momentos de um só circuito. O primeiro, para profissionais, em exclusivo, durante a EXPORT HOME (que decorreu de 26 de Fevereiro a 1 de Março); o segundo, dirigido ao grande público, no INHOUSE, onde se pode apreciar colecções e produtos novos, antever tendências e comprovar o que de melhor em design e inovação o mercado apresenta.
Para o director da feira, António Proença, as empresas expositoras têm vantagens, depois da EXPORT HOME, em continuar com a apresentação dos seus produtos uma semana depois ao consumidor final, seja de uma forma directa, seja através de um cliente seu, apoiando-o na potenciação do negócio de ambos.
Os sub-sectores das piscinas e da decoração de exteriores e/ou jardins revelam-se de extrema importância no leque de oferta do EXPONOR INHOUSE. Em Portugal, os segmentos cresceram e desenvolveram-se consideravelmente, o que demonstra a crescente preocupação das pessoas pelas componentes de lazer e de qualidade de vida. A feira quer também ser, por isso, um dos palcos privilegiados na oferta integrada deste tipo de produtos. Daí o desafio da Organização às empresas, no sentido de uma presença concertada e destacada, e às associações, na promoção conjunta do evento.
 
Mesa “Memories” venceu Evento de Design
 
A exemplo do ano de estreia, o EXPONOR INHOUSE acolhe igualmente mais uma edição do Evento de Design, dinamizado pela Associação Empresarial de Paredes, em parceria com a Câmara Municipal de Paredes. O concurso tem como principal objectivo reconhecer a importância do design em Portugal, aliando designers e empresas do sector do mobiliário nacional. Incentiva, pois, a indústria a investir na qualidade e na inovação.
A iniciativa, que aparece no INHOUSE como extensão, exporá as 16 peças que estiveram em exibição durante a EXPORTHOME, depois de terem sido previamente seleccionadas do leque de firmas expositoras que se candidataram. As peças finalistas passaram por um crivo fundamental: estar sempre integradas numa linha comercializável por empresas que tenham um ou mais designers como colaboradores, como prova evidente da sua aposta no design e da consideração da sua importância.
E a EXPORTHOME definiu já os vencedores deste ano. A mesa “Memories”, desenhada por Carlos Faria para a Opostos, foi a grande vencedora (1.º Prémio) da oitava edição. Mas o júri profissional decidiu galardoar ainda outras duas candidaturas: a peça “Mistery” (2.º Prémio), que Ana João Silva criou para a AM Móveis e Filhos, e o bar “Metamorphosis”, com design do gabinete Xis 77 para a empresa José de Castro Carneiro e Filhos. A preferência dos meios de comunicação social recaiu, no entanto, na daybed “Genubi”, que Emanuel José idealizou para a Anaric – Indústria de Estofos, e que foi distinguida com o Prémio Imprensa.
Quer isto dizer que já só falta mesmo os visitantes do EXPONOR INHOUSE eleger o projecto merecedor do Prémio do Público – a forma encontrada pela AE Paredes para envolver o consumidor final na atribuição dos galardões e, também dessa forma, na definição das tendências que a indústria alimenta.
Alberto Moreira
Assessoria de Imprensa do EXPONOR INHOUSE 2008
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