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Paredes: Assinatura de Protocolo para Funcionamento e utilização do Centro de Interpretação do Parque da Senhora do Salto

A Câmara Municipal de Paredes e a Junta de Freguesia de Aguiar de Sousa assinam, este sábado, 27 de fevereiro de 2016, um protocolo que estabelece os termos de funcionamento e de utilização do Centro de Interpretação da Senhora do Salto. A cerimónia realiza-se no Centro de Interpretação, pelas 11h00.

O Município de Paredes requalificou o Parque da Senhora do Salto, na Freguesia de Aguiar de Sousa, no âmbito de uma Candidatura do Programa Operacional Regional do Norte. Para dotar este parque natural regional, classificado pela rede Natura 2000, de condições de visita e interpretação, foi criado no local o Centro de Interpretação da Senhora do Salto.

Como o Centro de Interpretação tem como principal objetivo o enquadramento dos visitantes, grande parte proveniente das escolas de todo País, e que é necessário salvaguardar a sua manutenção, o Município de Paredes considera que a Junta de Freguesia de Aguiar de Sousa é a entidade com maior aptidão para o auxiliar na gestão do espaço, daí a celebração do protocolo.

 

Sobre o Parque da Senhora do Salto

As rochas - magmáticas (granitos), sedimentares (conglomerados) e metamórficas (xistos e quartzitos) - contêm a história geológica da região que, antes da formação das várias serras que constituem o Pulmão Verde da Área Metropolitana do Porto, se encontrava submersa, como comprovam os fósseis das trilobites, animais marinhos que viveram entre os 542 e os 251 milhões de anos. A área foi posteriormente elevada, tendo sofrido dobras e deformações, o que originou o Anticlinal de Valongo, um dos geomonumentos mais importantes de Portugal.

Posteriormente, na época da ocupação romana, a exploração de ouro deixou na região um valioso património geomineiro, nomeadamente poços, galerias, cortas (desmontes a céu aberto), mós (para moagem de minério e escoras) e escombreiras. Na proximidade das linhas de água encontram refúgio inúmeras espécies de grande relevância conservacionista, como galerias de amieiro, freixo e salgueiro, a que se juntam o carvalho alvarinho, o pilriteiro, o sanguinho e o loureiro.

Na sua sombra e nas imponentes escarpas esculpidas pelo rio Sousa, criam-se ambientes húmidos que propiciam o surgimento de plantas insetívoras, de uma variedade incrível de fetos, bem como de um exuberante tapete de musgos. Nos vales íngremes, resistem pequenos bosquetes de carvalhos, espécie outrora dominante mas que acabou por dar lugar a plantações de eucalipto e de pinheiro bravo.

Nas áreas mais elevadas, há uma formidável cobertura vegetal de urzes, giestas, tojos e carqueja. Estes habitats suportam uma enorme diversidade de espécies animais, algumas das quais exclusivas da Península Ibérica, como boga, bordalo, ruivaco, salamandra lusitânica, rã-de-focinho-pontiagudo, tritão-de-ventre-laranja, lagarto de água, etc.

CM Paredes

 

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